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Atualização do IBOV – outubro 21 (na espreita)

No último post, 09/09, comentei que o IBOV após ter perdido o suporte dos 115 mil pontos buscaria novas mínimas. E isso de fato aconteceu.

Mínima em 107.520 pontos em 20/09. No dia de hoje, 06/10, o índice voltou a flertar com esse patamar, mas se recuperou no final do pregão, fechando acima dos 110 mil pontos.

O índice brasileiro está em clara tendência de baixa nos últimos meses (gráfico diário) e até aqui não mostrou sinais fortes de reação. Os repiques de alta estão cada vez mais tímidos – alívios temporários na pressão vendedora.

A situação atual da bolsa brasileira foi agravada pelas quedas recentes nas bolsas americanas. E mais. Em setembro o saldo dos estrangeiros na B3 voltou para o campo negativo – mercado secundário.

Outro fator ruim é que vários fundos multimercados locais saíram da bolsa e migraram para a renda fixa, juros e dólar – alta da taxa Selic e dos juros futuros (rendimentos maiores nos títulos públicos); e a moeda americana segue como hedge de carteira.

E dessa vez, os investidores pessoas físicas também estão sem “apetite” para tomar riscos no mercado de ações, diferentemente do ano passado.

Portando, faltam compradores na B3. Domínio dos ursos.

Cadê os touros?

Assim, apesar dos números do índice Bovespa serem muito atrativos (menor P/L desde 2008) e de várias boas empresas estarem muito descontadas, ainda não vejo sinais gráficos fortes de mudança (o sinal gráfico no dia de hoje é positivo, mas ainda incipiente. Aguardemos por sinais mais relevantes).

O que está barato poderá ficar ainda mais barato!

O que fazer?

No curto prazo o melhor é ficar calmo e esperar por sinais contundentes de “fundo” do IBOV para voltar às compras – aumento de posição. Decididamente, na minha opinião, não é hora de realizar prejuízos. O recomendado é que você analise a situação de cada empresa em sua carteira, e reavalie a tese de investimento.

Já pensando no longo prazo, a assimetria dos preços de muitos ativos na B3 é extremamente convidativa – a princípio, pouco espaço para cair e muito campo para subir. Só não sabemos em quanto tempo isso acontecerá.

Mas tenha cuidado, algumas ações negociadas na B3 continuam com “múltiplos caros”. É preciso fazer uma boa seleção de ações. Escutei na semana passada de um gestor que admiro muito: “estamos vendo bolhas e pechinchas ao mesmo tempo na B3: uma situação muito inusitada”.

E lembre-se de que todos ativos se movimentam em ciclos, de alta e de baixa. E uma característica marcante da bolsa é a resiliência, tanto nos movimentos de alta, como nos de queda. Em geral a “corda” se estica ao máximo para depois voltar à média e mudar de direção.

Para finalizar cito que o atual suporte do IBOV é fortíssimo – 105 a 107 mil pontos. Só acredito na perda definitiva dele, caso as bolsas lá fora degringolarem de vez. Daí, os próximos suportes do IBOV estariam em 100 e 93 mil pontos.

A ver.

Bons investimentos.

MJR

As opiniões postadas no blog são apenas posições do autor sobre o tema, e não constituem em si, recomendações de compra ou venda de ativos. E mais. O investimento no mercado de renda variável pode gerar prejuízos.

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