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Atualização do IBOV – Setembro 21

Em minha opinião o IBOV cumpriu todos os requisitos para ter marcado um FUNDO no mês de agosto. E agora está “pronto” para retomar a tendência de alta.

Se nos próximos dias no gráfico diário o índice romper o patamar dos 121 mil pontos, teremos o retorno da tendência de alta nessa periodicidade, e o próximo alvo estará na casa dos 131 mil pontos (topo histórico), e que, se rompido, poderemos alçar voos mais altos – minha previsão pelos gráficos para o fim do ano continua em 140 e 160 mil pontos. O alvo final de 2021 vai depender muito do noticiário político dos próximos meses e do desempenho das bolsas mundiais – mais comentários a seguir.

O ideal é que não percamos a faixa dos 115 mil pontos, pois daí a tendência de curto prazo poderia ser comprometida. Fechamento do mês de agosto em 118.781 pontos.

Fique atento aos níveis acima citados, pois eles são muito relevantes.

Eu continuo muito otimista para o último quadrimestre de 2021, e por algumas razões. Veja:

O maior temor dos investidores mundo afora era a reunião em Jackson Hole nos EUA, na semana passada. E o mercado parece que ficou otimista com o resultado: expectativa de manutenção de juros baixos por mais tempo e pela redução muito gradual dos estímulos monetários (redução da compra mensal de ativos por parte do banco central americano). Mais liquidez no mundo: ótimo para os emergentes.

Não acredito que a variante delta do coronavírus provoque muitos estragos na economia mundial. Pelo menos essa é a minha expectativa atual. Mesmo com o aumento de casos em alguns países, como na Inglaterra, os números de mortes e de internações foram bem menores do que nas ondas anteriores (um claro resultado positivo da vacinação).

Por aqui, os dados econômicos são “razoáveis”: expectativa de 6% de aumento do PIB em 2021, maior arrecadação de impostos pelo Governo Federal e um menor “prejuízo fiscal” – espera-se para o fim de 2021 uma relação dívida / PIB de 82% (as estimativas no início do ano eram muito piores). O que ainda preocupa é a inflação persistente (mas que deve desacelerar) e um possível rompimento do teto de gastos (o que seria muito ruim para os ativos de risco). Acredito que o aumento de juros já está preço da Bolsa e a Selic deverá fechar o ano por volta de 7.5% ao ano.

Os resultados das empresas no 2T, em geral, foram bons e devem ser melhores ainda nos próximos trimestres, segundo vários analistas. Muitas empresas perderam muito valor de mercado nos últimos meses e estão bastante atrativas. Todavia, é preciso fazer uma boa seleção de ativos.

A vacinação no Brasil ganhou muito “corpo” nos últimos meses e deverá acelerar, especialmente nos grupos mais jovens (12 a 18 anos), no complemento da vacinação completa (aplicação da segunda dose) e também na dose de reforço para os mais vulneráveis. Os dados atuais da Covid-19 no Brasil são animadores, se comparados ao mês de março, no pico da segunda onda.

Uma vantagem do Brasil sobre os países desenvolvidos é que, cerca de 90% da população pretende se vacinar (taxa muito maior do que lá fora). E mais. A maior parte das vacinas compradas das fabricantes Pfizer e Janssen chegarão nos próximos meses (mais de 150 milhões de doses de setembro a dezembro).

Bom, então você me perguntaria, por que o mercado corrigiu nos últimos três meses, se descolando das bolsas americanas e europeias? Veja o comparativo:

Primeiro, porque uma correção seria natural após a forte alta do IBOV de abril a junho. Segundo, e talvez o mais importante: o agravamento da crise entre os poderes.

Eu, particularmente, acredito que teremos melhores notícias nas próximas semanas. A principal razão para minha crença nesse aspecto é a seguinte: caso o presidente insista numa eventual “crise institucional”, ele perderá ainda mais o apoio das pessoas de “centro”, pois a retomada da economia será bastante prejudicada e sua reeleição ficará mais distante.

Relembremos que o atual presidente ganhou a última eleição com o apoio de seus asseclas mais fervorosos (20 a 30%) e também com os votos da população de centro / antipetistas (20 a 30%). Portanto, creio em dias mais pacíficos. E, aguardemos o 7 de setembro: mais um feriado comum ou algo mais?

Por último, replico um breve comentário recente do Felipe Miranda da Empiricus: “se você não acredita no rompimento das instituições no Brasil é hora de ir às compras”.

Obviamente, recomendo muita cautela, seletividade e diversificação.

No mercado financeiro não existem certezas. Nunca!

Bons investimentos.

MJR

As opiniões postadas no blog são apenas posições do autor sobre o tema, e não constituem em si, recomendações de compra ou venda de ativos. E mais. O investimento no mercado de renda variável pode gerar prejuízos.

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