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Atualização extraordinária do IBOV – Outubro 2020

No último post o IBOV estava cotado a 94 mil pontos. Escrevi que era um bom momento para aumentar a posição da carteira em ações, aos poucos, pois estávamos num primeiro suporte.

Após três semanas, o IBOV subiu mais de 8% e mostra sinais claros de força compradora.

O desempenho da bolsa brasileira ainda é um dos piores em 2020, e por isso, uma recuperação mais robusta poderá ocorrer ainda neste ano.

Análise Técnica  

No gráfico diário o IBOV rompeu as linhas de tendência de baixa (linhas vermelhas oblíquas) e buscou o último topo em 102 / 103 mil pontos. Em minha opinião, apesar do cenário altista para os próximos dois a três meses, o mais provável é que o índice passe por alguma correção nos próximos dias para aliviar o estado sobrecomprado (a queda no dia de hoje pode ser o começo desse movimento).

Uma correção seria “saudável” até 97 /98 mil pontos. Daí, ganharíamos força para buscar alvos mais distantes.

No gráfico semanal a situação é ainda melhor para os comprados. A correção nos meses de julho, agosto e setembro foi muito bem-vinda, e agora, temos muito espaço para subir. O estreitamento das bandas de Bollinger prenuncia um grande movimento em breve (por esse indicador ainda não sabemos a direção). Se a alta se confirmar, os alvos iniciais são 105 e 120 mil pontos.

Um ponto muito importante: o setor bancário, que estava adormecido e muito descontado, subiu fortemente e poderá retornar aos níveis pré-pandemia. Talvez, a Petrobrás siga pelo mesmo caminho.

Fundamentos

As eleições americanas trarão muita volatilidade aos mercados internacionais, mas creio que não teremos grandes movimentos direcionais nas bolsas dos EUA nas próximas semanas.

Curiosidade: na última eleição em 2016, o Mercado “preferia” a vitória dos Democratas e chegou a cair 7% na madrugada do dia da apuração, mas após a vitória de Trump, a bolsa americana subiu mais de 50% em 4 anos.

As eleições municipais no Brasil terão pouco impacto na B3, a princípio. E mais. O cenário político nacional me parece mais calmo, o que favorece os ativos de risco neste último bimestre.

Qualquer “promessa” de melhoria no quadro fiscal poderá impulsionar o mercado acionário.

Num cenário de juros “zerados”, os ativos reais de renda variável são menos arriscados (e atrativos) que alguns produtos de renda fixa.

A divulgação dos balanços do 3T poderá guiar o rumo das bolsas.

Por último, sempre é bom relembrar que no mercado financeiro não existem certezas, e sim, probabilidades. Novidades podem surgir a qualquer momento e alterar as expectativas.

Desta forma, não exagere na dose de renda variável!  

Aguardemos.

MJR

As opiniões postadas no blog são apenas posições do autor sobre o tema, e não constituem em si, recomendações de compra ou venda de ativos. E mais. O investimento no mercado de renda variável pode gerar prejuízos.

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