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A nossa eterna dependência do investidor estrangeiro

Escrevi essa frase no meu primeiro livro, em 2013. E praticamente nada mudou na B3 de lá pra cá.

Os maiores movimentos de alta do IBOV são quase sempre marcados por forte entrada de dinheiro estrangeiro no mercado brasileiro, especialmente no secundário (bolsa de valores) – o mercado primário reflete o investimento direto feitos pelos estrangeiros.

Veja os próximos gráficos produzidos pela Eleven Research com dados da Bloomberg.

Agora veja o gráfico semanal do IBOV em 2021, e compare.

Perceba que o recuo do IBOV tem forte relação com o menor aporte mensal por parte dos estrangeiros, por vezes com maior retirada de dinheiro no mês (saldo negativo).

Aconteceu isso nas correções de janeiro a março e de junho a agosto de 2021.

“Retornos passados não garantem retornos futuros”, certo? Essa frase é muito difundida nos prospectos de fundos de investimentos e nas análises de valores mobiliários. Uma exigência da lei e da ANBIMA.

De forma semelhante, os fatos passados não garantem que serão repetidos no futuro, mas existe sim, uma possibilidade real do fato se repetir.

Bom, no começo do mês escrevi que a correção do IBOV estava próxima do fim – iniciada em junho. E, de lá para cá, o índice continua na mesma. Uma chatice total. Sobe num dia, cai no outro, e vice versa.

Todavia, se o padrão de investimento do estrangeiro em 2021 (e em outros anos também) se repetir, teremos uma maior entrada de dinheiro em agosto (os primeiros dias já mostram isso), e isso pode ser o gatilho para a retomada do Bull Market por aqui.

Eu, particularmente, estou esperando por mais dois dados técnicos para corroborar ainda mais com essa premissa.

1 = um clímax de volume financeiro e estresse no gráfico diário. Exemplo: uma queda diária importante do IBOV, mais de 3%, seguida de forte recuperação no mesmo dia ou no dia seguinte, porém respeitando o suporte em 117 mil pontos (cotação atual em 122 mil pontos).

2 = a superação da máxima da semana passada (124.536), e de preferência com fechamento da semana acima desse nível e com alto volume financeiro.

Caso se concretize a volta do investidor estrangeiro em agosto, aliada à ocorrência desses dados técnicos, poderemos ter uma forte valorização do IBOV nos próximos meses (alvos em 140 a 160 mil pontos, já comentados no Blog).

Lembre-se, todo ciclo de alta é composto por impulsos (valorização) e recuos (correções). Isso vale para qualquer ativo. Num Bull Market os impulsos sempre superam as correções e marcam novos topos. E desde janeiro de 2016 o IBOV está nesse ritmo. Até quando? Não sabemos, mas os dados atuais sugerem a continuidade do ciclo de alta.  

Importante: se as bolsas americanas continuarem nos “ajudando”, nem os fatídicos ruídos políticos de Brasília “azedarão” o mercado brasileiro. Portanto, esqueça a lenga-lenga da CPI, o desfile de tanques na praça dos três poderes, as bravatas de Brasília, o “Centrão” e a suposta crise institucional, dentre outros.  

Portanto, a minha única preocupação (risco) de curto prazo – próximos meses – é o desempenho das bolsas lá fora. Não tenho dúvida alguma: seguiremos o movimento que ocorrer lá fora, e de maneira mais intensa, na alta ou na queda. Mais uma vez, por enquanto, não há sinais claros de reversão por lá.

É tempo de atenção aos sinais gráficos e ao movimento dos investidores estrangeiros. Prepare-se para o combate!

Bons investimentos.

MJR

As opiniões postadas no blog são apenas posições do autor sobre o tema, e não constituem em si, recomendações de compra ou venda de ativos. E mais. O investimento no mercado de renda variável pode gerar prejuízos.

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