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Dezembro 2021 – IBOV atualização

O mês de novembro foi relativamente morno para a maioria dos investidores. Queda do IBOV de quase de 1% em relação ao fechamento de outubro. Todavia, a alta volatilidade do mês favoreceu apenas as operações de curtíssimo prazo – foi o que me salvou (conheça as estratégias de Day Trading no meu livro disponível na Amazon).

E um detalhe. Apesar do índice ficou ter ficado “de lado”, várias ações despencaram, com as do varejo: as ações da Magazine Luíza, por exemplo, perderam quase 30% de seu valor, só em novembro.

Se, por um lado, o índice não conseguiu recuperar as perdas dos quatro meses anteriores, do outro, o IBOV perdeu força na venda. E isso é um bom sinal – perda da força vendedora: os ursos estão ficando cansados; mas os touros ainda estão dormindo. É preciso ter paciência.

Para mim, o mais preocupante no cenário atual é descolamento da bolsa brasileira em relação às bolsas americanas, ou seja, estamos travados nos nossos próprios problemas.

E para piorar a situação, a nova variante do coronavírus começa a fazer seus estragos mundo afora. E como sempre, o mais intrigante é a incerteza do futuro.

Por aqui as mazelas internas permanecem concentradas no problema fiscal. A PEC dos precatórios continua a passos de tartaruga no Senado. Será que essa novela terminará ainda nesse ano? Um verdadeiro terror sem fim.

Nem a boa sazonalidade fez com que o IBOV mostrasse algum sinal de vida. E talvez o famoso “rali de fim de ano” não venha. Fato raro, mas que acontece. O último dezembro muito negativo para o IBOV ocorreu em 2015, no auge da crise do governo Dilma. Naquela época só começamos a recuperação no final de janeiro de 2016. Vejo muitas semelhanças no cenário atual com aquele fatídico período – crise política e fiscal.

Mesmo com os indicadores fundamentalistas muito interessantes para várias ações do IBOV, a possibilidade de mais quedas é real.

No dia de hoje, tivemos a mínima do ano em 100 mil pontos. Se o índice não se segurar nesse patamar, ele provavelmente buscará o suporte mais relevante em 93 mil pontos.

Por outro lado, o IBOV poderá fazer fundo a qualquer momento. Aliás, pela movimentação do índice no dia de hoje (boa recuperação no final do dia), o fundo pode ter sido justamente a mínima desse último pregão de novembro, porém, só saberemos no futuro.

E que fique bem claro: é impossível acertar o ponto exato de inflexão.

Numa eventual retomada da alta, os alvos principais imediatos são: 106, 108, 115 e 120 mil pontos. E depois o topo histórico, em 131 mil pontos. Acredito que no atual momentum da bolsa brasileira, a retomada desses níveis não será uma tarefa fácil.

Dessa forma, é preciso ter muita paciência. Não desfaça de suas ações e, se você tiver caixa, vá aumentando seu portfólio aos poucos. Não espere por dicas milagrosas. Também não exagere na dose e monte um portfólio muito equilibrado.

E mais, se você for montar uma carteira de ações de forma ativa (Stock Picking), é preciso selecionar as melhores ações. Talvez esse conceito seja primordial no cenário atual. Nem tudo voltará a subir.

Em breve postarei meus comentários sobre a dinâmica dos principais ativos e as perspectivas para 2022.

Bons investimentos.

MJR

As opiniões postadas no blog são apenas posições do autor sobre o tema, e não constituem em si, recomendações de compra ou venda de ativos. E mais. O investimento no mercado de renda variável pode gerar prejuízos.

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