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IBOV – janeiro 2021

Amanhã começaremos mais uma jornada, mais um ano de investimentos. Na verdade, mais um ano de incertezas, obstáculos e conquistas. A tarefa do investidor sempre será complexa e obscura. Nunca um “céu de brigadeiro”.

Prever o que acontecerá em 2021 é uma tarefa profética e fantasiosa. Quase nunca sabemos o que ocorrerá no futuro. O ano de 2020 foi o maior exemplo disso. Na virada do ano passado ninguém profetizou um mundo “de ponta à cabeça”. Então, sejamos mais humildes nas nossas expectativas e o mais importante: que estejamos preparados para enfrentar todos os cenários.

Após o IBOV subir quase 30% nos últimos dois meses (novembro e dezembro), uma correção no índice ocorrerá a qualquer momento. Pode ser a partir de amanhã ou nas próximas semanas, mas ela virá. Isso é inexorável. Suporte mais importante em 105 mil pontos.

Sempre é bom recordar que o atual bom momento da bolsa brasileira é reflexo da melhora do cenário externo: vacinas, vitória do Biden, dólar fraco, commodities em alta e a expectativa de um bom crescimento do PIB mundial em 2021.

Os fatores internos, especialmente o político e o fiscal, por enquanto, não estavam no radar dos investidores. E mais, os investidores estrangeiros voltaram em peso para a B3 nos últimos 60 dias. Até quando? Eis a dúvida.

Eu, particularmente, não estou otimista no curto prazo. O IBOV pode até continuar subindo, mas a margem de segurança para investir agora é muito pequena (leia o último post).

Como já comentado, é provável uma correção mais prolongada do IBOV nos próximos meses, a depender das notícias de Brasília (eleição dos presidentes da Câmara e do Senado, ajuste fiscal e teto de gastos, dentre outros assuntos) e de como será a vacinação por aqui (por enquanto ficamos para trás).

Por outro lado, estou muito otimista para o IBOV no ano de 2021. Acho que superaremos a marca dos 150 mil pontos ainda nesse ano, e com alguma folga. Assim, mesmo sabendo que uma correção está próxima, não fique fora da bolsa.

E o câmbio? Apesar do viés de baixa do dólar mundo afora, por aqui, o real continuará pressionado em virtude da situação fiscal brasileira e dos juros básicos muito baixos.

E a inflação e a Selic? Em minha opinião a inflação voltará a nos perturbar em 2021. Assim priorize os títulos de renda fixa atrelados à inflação (ganho real). E mais, como acredito que o Banco Central irá subir os juros ainda em 2021, dê preferência aos títulos de curto prazo.

E o ouro? Continuo acreditando que o metal seguirá em alta, e por isso, ele deve fazer parte do portfólio dos investidores (proteção).

Um excelente Ano Novo!

MJR

As opiniões postadas no blog são apenas posições do autor sobre o tema, e não constituem em si, recomendações de compra ou venda de ativos. E mais. O investimento no mercado de renda variável pode gerar prejuízos.

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