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IBOV – novembro. O embate final entre touros e ursos no ano de 2020.

Na semana passada escrevi que após a significativa alta do IBOV, de 93 a 102 mil pontos, uma correção era o mais provável para a semana corrente.

O recuo do índice veio, mas numa magnitude muito maior do que a prevista por mim. Praticamente toda a alta registrada pelo IBOV nas primeiras semanas de outubro foram zeradas nessa semana. Só na última quarta-feira, 28/10, o IBOV perdeu 4,25%.

Ontem, quinta-feira 29/10, o mercado reagiu no forte suporte em 93 mil pontos e deixou um sinal gráfico altista. Porém, no dia de hoje o IBOV voltou a cair forte e fechou a semana por volta dos 94 mil pontos.

Meus comentários:

Antes de tudo prepare-se para o combate. Fortes emoções pela frente!

Ainda continuo otimista com o IBOV para os próximos dois a três meses, mas obviamente, o comportamento do índice nessa semana trouxe muita dúvida sobre essa possibilidade.

O motivo principal da queda foi a segunda onda da Covid-19 na Europa que derrubou as bolsas mundiais e o petróleo.

É óbvio que a preocupação fiscal no Brasil e as eleições americanas estão no radar, mas o motivo real foi o avanço da doença. Aguardemos os próximos desdobramentos.

É provável que tenhamos ainda mais volatilidade na próxima semana, pois estaremos diante do resultado das eleições americanas. Apertem os cintos!

E mais. Várias empresas apresentaram resultados melhores do que o esperado, e mesmo assim, isso não foi traduzido em alta das ações. E isso, definitivamente, é um sinal ruim para o curto prazo.

Por outro lado, para o longo prazo, o mais relevante para o preço de uma ação é a evolução dos resultados da empresa: os lucros crescentes e a maior eficiência são os principais fatores que ditam o maior valor dos ativos. Isso é inexorável.  E mais. A pandemia vai passar.

Por isso, para os investidores de longo prazo, os momentos de estresse, como o atual, são excelentes para aumentar a posição nas empresas de qualidade, sempre com parcimônia e sem exageros. E, como sempre, sugiro que você faça de modo parcelado.

Do ponto de vista gráfico, o que podemos esperar do IBOV?

Se o IBOV continuar respeitando o suporte em 93 mil pontos (ontem o mercado mostrou muita força compradora quando tocou esse nível), existe uma boa chance do índice brasileiro voltar a subir e buscar novamente os 102 mil pontos. E depois, quem sabe, patamares ainda mais altos: 106, 112 e 120 mil pontos.

Agora, se perdermos o suporte em 93 mil pontos, a situação gráfica ficará muito “feia”, pois poderemos entrar numa tendência de baixa pelo gráfico semanal: alvo em 82 / 83 mil pontos.

Por enquanto, o meu cenário base é o primeiro, mas o segundo é totalmente possível (e estamos flertando com ele), especialmente se o mercado americano continuar caindo, pois nós o seguiremos. Assim, decididamente, ainda não é hora de bradar “all-in”.

Bons investimentos.

MJR

As opiniões postadas no blog são apenas posições do autor sobre o tema, e não constituem em si, recomendações de compra ou venda de ativos. E mais. O investimento no mercado de renda variável pode gerar prejuízos.

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