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IBOV – Perspectivas para 2021: estudo gráfico avançado.

“Mercados em alta nascem do PESSIMISMO, crescem no CETICISMO, maturam no OTIMISMO e morrem na EUFORIA.” Sir John Templeton.

Nessa análise, meus comentários serão muito técnicos. Se você não gosta do tema, faça uma leitura rápida e guarde apenas os números que serão citados. Eles são muito importantes!

Mostrarei meus estudos para o Índice Bovespa (IBOV) baseados em análise gráfica. Trabalho com isso de forma profissional há quase 12 anos e tenho convicção que esses estudos são muito válidos. Apesar de serem apenas projeções e nunca caminhos certeiros.

A análise técnica é quase um patinho feio do mercado financeiro. Grandes gestores e ótimos analistas fundamentalistas com frequência desdenham dos analistas técnicos. É uma briga sem razão.

As duas escolas são complementares. Posso garantir. Tenho sucesso consistente nos meus investimentos usando a sinergia das duas escolas.

Esqueçamos os “mimimis” que não levam a nada, e passemos aos resultados dos meus estudos.

Primeiro, os dados consensuais:

  1. O IBOV está numa forte tendência de alta no longo prazo, o que chamamos de Bull Market. E isso começou em janeiro de 2016.
  2. Em geral, um ciclo de alta dura em média 7 anos.
  3. Mesmo numa clara tendência de alta, o ativo pode passar por correções amplas, como já ocorreram com o IBOV nesse período. Tudo dentro da normalidade.
  4. Atualmente, o IBOV está num processo corretivo que começou em 11 de janeiro, após dois meses e meio de forte alta (novembro a janeiro).
  5. Após atingir a máxima histórica em 125 mil pontos, o índice recuou e buscou a mínima em 107 mil pontos na última semana.
  6. Assim, o IBOV já corrigiu 50% do último movimento de alta (Fibonacci) e também já corrigiu no tempo (8 semanas). E mais, pelo gráfico semanal, a superação da máxima da última semana dará o gatilho de compra para os position traders (aqueles que operam pelos gráficos semanais).
  7. O suporte mais importante está na faixa dos 104 – 105 mil pontos, onde temos uma grande confluência de projeções:
    1. Correção de 61,8% do último movimento de alta.
    1. Média móvel de 200 períodos.
    1. Faixa do último topo rompido.
  8. Eu, particularmente, gostaria que o IBOV atingisse esse último patamar antes de dar continuidade ao Bull Market, mas nem sempre o mercado topa fazer nossos desejos.

Agora, passemos às minhas projeções:

  1. Como já comentado, o IBOV já pode ter feito o fundo nessa pernada de baixa, por volta dos 107 mil pontos, ou poderá buscar a faixa dos 104 – 105 mil pontos nas próximas semanas, após o repique de alta que começou na última terça-feira.
  2. Esse repique tem alvos em 116 mil pontos e depois em 119 / 120 mil pontos. Se superados, de forma consistente, o IBOV estará livre para buscar novas máximas. Caso encontre resistência, o IBOV poderá recuar e buscar a faixa dos 104 – 105 mil pontos.
  3. Como já comentado, esse último cenário para mim seria o ideal.
  4. Até aqui, comentei sobre as projeções de curto prazo. E para o longo prazo?
  5. Nas minhas projeções de Fibonacci, usando os vários tempos gráficos, após o rompimento do topo histórico em 125 mil pontos, o IBOV terá como alvos 140, 160 e 195 mil pontos (arredondei os números para ficar mais fácil de serem guardados). Um belo potencial de alta. Para o ano de 2021, meu alvo é a faixa dos 160 mil pontos.
  6. Obviamente, esses níveis não serão atingidos da noite para o dia, serão meses de negociações, mas os dados técnicos apontam nessa direção.
  7. O que me faria mudar de ideia? Se o IBOV perder a faixa dos 100 a 105 mil pontos, esse para mim, seria o primeiro alerta. Somente a perda definitiva dos 93 mil pontos (último fundo) me deixaria muito pessimista no longo prazo. Um patamar, até aqui, pouco provável de ser atingido.  
  8. Se você é investidor da escola fundamentalista, use os patamares citados apara aumentar ou diminuir as posições. E lembre-se que os níveis citados são aproximados e nunca “tetos de vidro”.
  9. Por último reflita sobre a frase de John Templeton citada no início desse texto e procure encaixar no cenário recente da economia brasileira: Impeachment da Dilma, Governo Temer, Teto de gastos, Joesley Day, Greve dos caminhoneiros, Eleição do Bolsonaro, Reforma da Previdência, Coronavírus, Vacinação, etc.   

Bons investimentos.

MJR

As opiniões postadas no blog são apenas posições do autor sobre o tema, e não constituem em si, recomendações de compra ou venda de ativos. E mais. O investimento no mercado de renda variável pode gerar prejuízos.

A seguir alguns gráficos que foram usados nesse estudo. 

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