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Julho 21 – Atualização do IBOV: retomada da economia ou cenário político?

Após o IBOV subir de 107 para 131 mil pontos, de março a junho de 2021 – e “profetizada” aqui no blog – o que esperar do IBOV para o mês de julho?

Antes disso, é bom relembrar que o IBOV atingiu sua máxima no dia 7 de junho e, em seguida, recuou levemente por três semanas, e na última sexta-feira (02/07) teve um pregão muito positivo, fechando a semana em alta.

Do ponto de vista de fundamentos, percebo três “drivers” importantes para o IBOV no curto / médio prazo:

  1. A retomada da economia após a aceleração da vacinação no Brasil (maior reabertura da economia para os setores mais afetados pela pandemia: shoppings, turismo, varejo “físico”, etc.).
  2. A continuidade ou não do cenário externo positivo com novos recordes históricos nas bolsas americanas. Por enquanto, não há sinais de reversão da forte tendência de alta.
  3. A notória piora do cenário político no Brasil.

Qual será o “driver” dominante? Sinceridade, não sei.

Mas, ainda continuo otimista para o segundo semestre, mesmo com a piora dos ruídos políticos em Brasília. Todavia, no curtíssimo prazo – julho – tenho minhas dúvidas se renovaremos as máximas históricas por aqui ou prolongaremos a correção iniciada em junho. Existem bons argumentos para os dois caminhos.

Do ponto de vista gráfico, o cenário ainda é muito positivo, tanto na periodicidade diária como na semanal, apesar da perda do “canal de alta” dos últimos meses. Poderíamos interpretar o recuo das últimas semanas apenas como um “pullback” do rompimento do último topo histórico em 125 mil pontos. E, a partir da alta da última sexta-feira, poderíamos buscar novas escaladas, mirando os 140 / 150 mil pontos (recordando que meus alvos eram: 140 mil pontos para essa “pernada” de alta e de 160 mil para o fim de 2021).

Lendo e ouvindo vários gestores e analistas, ainda sinto muito otimismo com a bolsa brasileira no curto prazo. Por outro lado, o IBOV mostrou certa “fraqueza” em junho e uma correção mais longa poderá ocorrer. A dúvida faz parte do mercado de renda variável. Nunca teremos certeza dos próximos passos.

Portanto, o ideal é continuar posicionado em bolsa, mas sem exageros. E mais. Faça uma boa seleção de ativos para o próximo semestre e pense em realizar parcialmente os lucros naquelas ações que mais “andaram”. E outra. Mantenha um bom “caixa” por dois motivos: a taxa Selic está em alta melhorando a remuneração dos títulos pós-fixados (e vai melhorar mais) e boas oportunidades podem surgir, caso o índice continue a correção.

Por último, um detalhe: acredito que a piora do cenário político será refletida mais no câmbio e nos juros futuros, do que na bolsa. Essa é a minha impressão. Fique muito atento ao comportamento do dólar americano e dos juros de longo prazo.

É tempo de cautela!

MJR

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